terça-feira, 27 de outubro de 2009

Festival Cultural Fala Favela - UFF/Niterói.


O I Festival Cultura Fala Favela é o resultado do projeto de extensão universitária Curso de Formação de Agentes Culturais Populares.

O curso visa capacitar/qualificar jovens e adultos moradores de espaços populares, sobretudo favelas em Niterói e na cidade do Rio de Janeiro, que desenvolvem atividades no campo da arte e da cultura (artistas e produtores culturais dos campos da música, dança, audiovisual, artes plásticas, artesanato, teatro e "animadores culturais"). A intenção é estimular essas iniciativas e permitir que elas possam se beneficiar de editais de fomento, sendo organizadas no sentido de captar recursos (públicos ou privados), bem como desenvolver atividades auto-sustentáveis, estimulando a formação de redes culturais nas favelas.
O festival pretende apresentar essa diversidade da produção cultural popular, na contracorrente das visões estigmatizantes e das políticas criminalizantes que hoje se voltam para as populações faveladas.


Roda de capoeira com Kabula Capoeira Angola às 20:00hs. Venham participar!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Capoeira e educação.


"A capoeira é uma ferramenta poderosa no no que se refere ao desenvolvimento motor e cognitivo". Baseado nesse pensamento, há exatamente 9 anos, Leandro Bicicleta se dedica à educação infantil, possibilitando, através da capoeira, que crianças de diferentes faixas etárias experimentem um mundo de descobertas.

Graduando em Educação Física, Leandro Bicicleta ministrou aulas em inúmeros colégios e creches do RJ, além de ter realizado oficinas em escolas de Paris(França) e Copenhagem(Dinamarca). Atualmente trabalha no Recreio dos Bandeirantes(Escola Vira-Virou e Cogumelo), Freguesia(Canto dos Sonhos) ,Tijuca(Escola Memei), Vila Isabel(Projeto Nosso lar),
Maria da Graça(Syllabatim) e coordena as atividades do Kabula no Rio e Niterói.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A Capoeira Angola

A Capoeira Angola é extremamente variada, nela existem combinações de inúmeros movimentos que carregam uma forte simbologia.
Como a maioria dos rituais de matriz africana, a roda de capoeira possui ritual e ritmo.
O jogo é caracterizado por haver fluidez, "respostas às perguntas" que são feitas, ou seja, não se joga sozinho.
Luta, dança, manha, teatralidade e plasticidade são alguns dos elementos encontrados dentro da pluralidade dessa arte.
Na capoeira angola o jogo está em total conexão com a musicalidade. A bateria tem a responsabilidade de contagiar, através do toque e do canto, toda a roda, fazendo com que o jogo torne-se mais vibrante.
Torna-se importante dizer que o cantar na capoeira vai além da função motivacional para os jogadores, pois, na verdade, ele é o elemento que faz a conexão com a nossa ancestralidade. Estórias antigas da diáspora africana, ícones da nossa cultura e situações do cotidiano são lembradas através do canto, e através dessa oralidade o conhecimento é passado de geração à geração.

O conhecimento dessa arte se faz através da prática, da observação e do estudo.
Através das rodas, oficinas e convivência com outros praticantes, sobretudo com os mestres, é que conseguimos obter o entendimento necessário para decifrar os diversos códigos que esse jogo apresenta.
O "ser angoleiro" é algo que se faz com o tempo, com dedicação e paciência.


Nossas atividades.

Em nossos treinos, além, é claro, do movimento corporal proposto pela capoeira angola, trabalhamos com a musicalidade e filosofia dessa arte. O micromundo(roda) é uma preparação para o macro. Na capoeira encontramos diversas situações e aprendemos a contorná-las de diferentes formas. Essa pluralidade de desafios, para nós, contribui para o desenvolvimento corporal e cognitivo do praticante.
Hoje vivemos em um mundo altamente imediatista, onde as pessoas, muitas das vezes, são levadas a responder automaticamente aos estímulos apresentados. Em nossa prática convidamos as pessoas a desconstruírem essas idéias e olharem a vida por uma outra perspectiva. Propomos uma pausa, uma reflexão diante dos desafios. O jogo da capoeira, como diz Mestre Moraes, é constituído de perguntas e respostas, e só através da prática constante, embasada na observação e na serenidade, é que obtemos a discernimento para dialogar de forma coerente com diferentes mundos.
Em nossas vivências descobrimos a capoeira em vários aspectos: como luta, como teatralidade, como política, como brincadeira e como expressão corporal-verbal, sentimental e espiritual. Enfim, dentro dela somos levados a percorrer diferentes caminhos.

Nosso espaço é aberto a todas as pessoas, independente de classe social, segmento capoeirístico, credo ou nacionalidade.



Quem somos.

Após mais de 20 anos de prática e dedicação à capoeira angola, Carlo Alexandre, Mestre Carlão, um dos últimos representates do GCAP no Rio de janeiro, funda o Kabula(2004).
Em 2007, através da parceria com o Trenel Leandro Bicicleta, surge o núcleo do Kabula/RJ.

Temos a proposta de formar e informar pessoas de todo o mundo através da capoeira angola, levando a diferentes classes sociais a possibilidade de ver o mundo por uma outra perspectiva.
Acreditamos que através dessa arte, apesar do anti-humanismo exacerbadamente praticado em todo o mundo, podemos, aos poucos, criar consciências que favorecerão o nosso convívio e bem-estar.
A prática da capoeira angola propõe uma volta no tempo, uma reflexão acerca dos antigos ensinamentos, uma volta às origens, às raízes. Baseados nessas constantes retrospectivas, sem abrir mão das novas experiências, vamos contruindo o nosso presente.

O Kabula Capoeira Angola baseia-se nos ensinamentos de diversos mestres angoleiros, sobretudo daqueles que fizeram parte do GCAP(Grupo de Capoeira Angola Pelourinho), fundado no RJ por Mestre Moraes e seus alunos.



Mestre Carlão
Carlo Alexandre é natural do Rio de Janeiro. Começou a praticar Capoeira Angola em 1982 no GCAP. Foi aluno dos Mestres Marco Aurélio, José Carlos e Armandinho. Coordenou em Niterói um dos últimos núcleos do GCAP no Rio de Janeiro. Atualmente mora na Inglaterra e coordena o Kabula Londres.



Leandro Bicicleta
Leandro Silva, nasceu em 1979 e começou a praticar Capoeira Angola em 1997. Iniciou seus treinos com o Trenel Alexandre e com Mestre Mano, mas foi com Mestre Edson que essa prática se consolidou. Em 2007 filia-se ao Kabula, onde é orientado por Mestre Carlão, e passa a coordenar as atividades do Grupo no Rio de Janeiro.